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Mostrando postagens de Janeiro, 2010
"Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz". Foto: jornal O Povo Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, no Haiti, para participar da assembleia de religiosos. Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da PAZ nas famílias e nas nações. A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidad
Povos indígenas representam um terço da população mais pobre do mundo, diz ONU Os índios representam cerca de um terço das 900 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza em áreas rurais no mundo, segundo o primeiro relatório mundial sobre a situação dos povos indígenas da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta quinta-feira, no Rio. O estudo informou que há cerca de 370 milhões de índios no mundo (cerca de 5% da população). No Brasil, o levantamento foi feito com base no censo de 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). "A situação crítica é pobreza, analfabetismo e indígenas que não são reconhecidos pelos seus governos em algumas regiões do mundo africano, asiático e até mesmo árabe. Eles [índios] são excluídos do poder econômico e político como acontece no Brasil. Um índio não consegue ser presidente da Funai [Fundação Nacional do Índio]", disse o articulador dos Direitos Indígenas na ONU, Marcos Terena, durante entrevista nesta
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1455651-5601,00-FORUM+SOCIAL+MUNDIAL+TERA+EDICAO+TEMATICA+NA+BAHIA.html Fórum Social Mundial terá edição temática na Bahia Vinte chefes de governo da América Latina e África são esperados. Evento será realizado entre os dias 29 e 31. Da Agência Estado O Fórum Social Mundial (FSM) terá uma edição temática na Bahia este ano, entre os dias 29 e 31, que ocorrerá após o evento tradicional em Porto Alegre, que será entre os dias 25 e 29. Um total de 20 chefes de governo da América Latina e África é esperado durante os três dias de debates. Além das agendas próprias, os eventos baiano e gaúcho discutirão temas comuns, que serão levados para o FSM unificado em Dacar, no Senegal, em 2011. Com o tema "Da Bahia a Dacar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania", a organização do evento em Salvador prevê a participação de vários ministros, como Tarso Genro (Justiça), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da Repú
18:04 | 20.01.2010 Sem fé na Transposição: Dom Aldo admite que Paraíba não está preparada para receber obras O arcebispo e presidente do comitê em defesa da transposição das águas do rio São Francisco na Paraíba, Dom Aldo Pagotto, afirmou, nesta quarta-feira 20 que o Estado ainda não está preparado para receber as obras da transposição, devido à falta de articulação do Governo do Estado. “Embora tenha sido criado em 2009, o Comitê Pró-Transposição ainda não pôde, sequer, realizar inspeções nos municípios paraibanos contemplados com a vinda das águas, por falta de apoio do Estado”, afirmou. “A infra-estrutura e os gastos que serão necessários para esta obra são outros aspectos que precisam estar organizados muito antes das águas chegarem”, acrescentou o presidente do comitê. As declarações de Dom Aldo foram feitas durante a audiência pública realizada pela Assembléia Legislativa na tarde de hoje para discutir o projeto. Segundo ele, a iniciativa da AL serviu para dar um ma
Pesquisadores da Unicamp no Haiti Haiti: estamos abandonados 13 13UTC Janeiro 13UTC 2010, 23:39 Arquivado em: HAITI A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento. O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia. O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolv
Subject: HAITI - PARTE DO SOFRIMENTO EH "MADE IN USA" Date: Sun, 17 Jan 2010 00:53:35 +0000 por Bill Quigley, no Huffington Post "What the Mainstream Media Will Not Tell You About Haiti: Part of the Suffering of Haiti is "Made in the USA" (O que a mídia corporativa não vai te contar sobre o Haiti: Parte do sofrimento é Made in USA) Parte do sofrimento no Haiti é "Feito nos Estados Unidos". Se um terremoto pode danificar qualquer país, as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti. Como? Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs. O resultado? Pequenos agricultores fugiram do campo e migraram às dezenas de milhares para as cidades, onde construiram abrigos baratos nas colinas. Os fundos internacionais para est
Haiti: estamos abandonados O estudante e militante do PSTU, Otávio Calegari, está no Haiti com um grupo de pesquisadores realizando estudo de campo no país. Otávio está testemunhando o caos que impera no país arrasado e o verdadeiro caráter da ocupação militar liderada pelo Brasil. Leia a seguir um texto publicado no blog do grupo de estudantes. A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento. O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. O
Desaparecimento de manguezais atinge nível alarmante. FA0 - 31 de janeiro de 2008, Roma –. Os danos econômicos e ambientais causados pela perda alarmantes dos mangues em muitos países são uma pergunta que deve ser abordada com a urgência, observado hoje a FAO em uma chamada para uma proteção melhor e em programas de gerência para mangues. O planeta perdeu ao redor 3.6 milhão hectares dos mangues de 1980, que é equivalente a uma perda alarmante dos 20 por cento da área total, de acordo com um estudo recente da avaliação dos mangues intitulados "OS MANGUEZAIS DO MUNDO 1980-2005". De acordo com o relatório, as áreas totais de mangues diminuíram de 18.8 milhão hectares em 1980, para 15.2 milhão em 2005. Não obstante, houve uma diminuição na taxa da perda dos mangues: de 187 000 destruiu anualmente nos anos 80 a 102 000 tem um anuário entre 2000 e 2005, refletido em uma conscientização maior no valor destes ecossistemas. Os manguezais são "As zonas úmidas de flor
Chuva não castiga ninguém Frei Gilvander Moreira (1) “Deus Pai faz cair a chuva sobre justos e injustos.” (Mt 5,45) -----------Nos primeiros dias de janeiro de 2010, a população brasileira viu-se aterrorizada por notícias da Mídia – Grandes meios de comunicação -, tais como: a) Chuvas castigam o estado do Rio de Janeiro, onde deslizamentos de encostas na Ilha Grande e na cidade de Angra dos Reis fizeram centenas de vítimas, sendo mais de 50 mortos; b) Chuvas em demasia castigam o rio Grande do Sul, onde uma ponte sobre o rio Jacuí, na RS-287, desabou. Muitas pessoas que estavam sobre a Ponte desapareceram. Várias pessoas foram resgatadas e outras continuam desaparecidas; c) Chuva torrencial arrasou o conjunto urbanístico histórico de São Luis do Paraitinga, em São Paulo, onde, inclusive uma igreja centenária desabou. -----------Esses são estragos provocados pelas mudanças climáticas, eufemisticamente consideradas pela Mídia como “chuvas intensas”, e comprovadamente acima das médias
Terra e Humanidade: uma comunidade de destino Teologo Leonardo Boff Temos que começar o ano com esperança pois urge fazer frente ao clima de revolta e de frustração que significou a COP 15 de Copenhague. Seguramente o aquecimento global comporta graves conseqüências. No entanto, numa perspectiva mais filosofante, ele não se destinaria a destruir o projeto planetário humano mas obriga-lo a elevar-se a um patamar mais alto para que seja realmente planetário. Urge passar do local ao global e do nacional ao planetário. Se olharmos para trás, para o processo da antropogênese, podemos seguramente dizer: a crise atual, como as anteriores, não nos levará à morte mas à uma integração necessária da Terra com a Humanidade. Será a geosociedade. Neste caso, estaríamos então, face a um sol nascente e não a um sol poente. Tal fato objetivo comporta um dado subjetivo: a irrupção da consciência planetária com a percepção de que formamos uma única espécie, ocupando uma casa comum com a qual formam
BLOG RACISMO AMBIENTAL http://racismoambiental.net.br/ Ao longo de 2009 fomos muitos. Fomos tod@s Anacé, quilombolas de São Francisco do Paraguaçu, mulheres camponesas, ribeirinhos do Xingu, pescador@s das baías de Todos os Santos e da Guanabara. Fomos MST, Via Campesina, MAB. Fomos Jeovah, João do Cumbe, Raquel, Caetanos. Resistimos em Caetité, nas montanhas de Minas Gerais, nas terras indígenas usurpadas do Mato Grosso, nas favelas invadidas e fuziladas por traficantes, policiais e milícias. Perdemos e ganhamos: companheir@s e combates. Mas não nos deixamos levar pela tristeza; não baixamos a cabeça e não desistimos. Como não desistiremos nos próximos 12 meses e nos outros e outros que depois deles virão. Queremos um Brasil de justiça. Um mundo de justiça. Sem Racismo Ambiental. Sem qualquer tipo de racismo! E queremos também acabar com essa realidade em que “alguns são obrigados a vomitar para comer mais, enquanto outros não têm o que comer”. Essa é a nossa utopia. Essa é a razã
MST: Balanço e desafios para um novo ano Final de ano é momento de fazer balanço das atividades do período que passou, avaliar os avanços e as dificuldades encontradas e começar a planejar o ano que vem chegando. O ano de 2009 vai ficar marcado na história como o ano da grande crise capitalista que assolou os mercados financeiros de todo mundo. Crise que se iniciou nos EUA, mas varreu vários países, ricos e pobres, quebrando bolsas, bancos, empresas e, sobretudo, desmoronou a hegemonia ideológica das certezas dos grandes capitalistas no seu deus Mercado, o chamado neoliberalismo. Tivemos a triste notícia que, segundo a ONU, o número de famintos já passa de 1 bilhão de pessoas, ou seja, a cada seis pessoas uma passa fome em alguma parte do mundo. Houve ainda um aumento da concentração da riqueza e renda em todo planeta, globalizado pelo jeito capitalista de funcionar. A derrubada das florestas pelo agronegócio e a grande quantidade de carros produzidos no último período para salvar a c
Ivonildo Lavor 05 Out 2009 - 12h16min http://opovo.uol.com.br/opovo/colunas/embarque/916186.html É correto utilizar as dunas do litoral cearense para a implantação de usinas eólicas? Alguns setores da sociedade cearense estão começando a questionar, não só a quantidade, mas a localização dos aerogeradores instalados nas dunas do litoral cearense, em função das usinas eólicas. O debate no momento está mais relacionado ao impacto do meio ambiente. Mas é oportuno incluir, também, a questão turística nesse contexto. O professor Jeovah Meireles, do departamento de geografia da UFC, através do artigo ‘Usinas devoradoras das dunas’, publicado semana passada no O POVO, levantou a questão, ao ressaltar os impactos ambientais e sociais negativos que as usinas eólicas instaladas ao longo do litoral cearense estão causando. Segundo diz o geógrafo, toda a área ocupada pelos aerogeradores é degradada com terraplenagem, desmatamento e compactação além de alterar a morfologia, a topografia e
Artigo Enquanto isso no Brasil... João Alfredo Telles Melo 02 Jan 2010 - 01h34min Finalmente, o Brasil tem sua lei de mudanças climáticas, que, ao estabelecer metas - mesmo que somente voluntárias - para a redução da emissão de gases do efeito estufa, sinaliza uma pequena mudança na política de desenvolvimento do país. No entanto, os vetos apostos pelo Presidente Lula são um pequeno iceberg no mar de contradições que é a política ambiental do governo federal. Para compreendê-la, é preciso ir além de uma leitura ufanista da postura do Governo Brasileiro na COP 15. Ali, ficou claro que a simples divisão entre países desenvolvidos e pobres não já dá conta da atual divisão geopolítico-ambiental do planeta. Não temos somente dois blocos, mas, na verdade, pelo menos três: os altamente desenvolvidos (EUA, União Européia e Japão, principalmente), que, para continuar explorando os povos e a natureza, querem impor a divisão - injusta - das responsabilidades de forma igual entre desiguais; o
“SOB A ÉGIDE DE ENERGIA LIMPA, EÓLICAS DESTRÓI DUNAS MILENARES DO CUMBE” João Luís Joventino do Nascimento – Pós-graduando em História da Museologia Vivemos um momento de busca de fontes de energias renováveis, embora saibamos que muitas dessas fontes de energias renováveis ou energias limpas estão sendo instaladas em áreas de preservação permanentes e sem nenhum respeito às pessoas que moram no entorno dessas áreas, principalmente a zona costeira. O ceará tem um grande potencial para gerar energia apartir dos ventos, e nessa corrida pela busca das energias limpas estão sendo instaladas em qualquer lugar da zona costeira cearense e sem nenhum estudo de impactos ambientais diversos parques de energia eólica, o que está acarretando diversos problemas para as populações que vivem em torno destes parques. Com um discurso de progresso, geração de emprego e renda o que estamos presenciando é mais uma vez – agora com um discurso de energia limpa, a apropriação de áreas tradicionalmente ocupa

A minha casa de taipa

Ana Miranda A minha casa de taipa 24 Jul 2009 - 02h04min Uma das inesquecíveis visitas que fiz, quando vinha a Fortaleza, foi ao Cumbe, há uns cinco anos. Fica ali, nas redondezas de Aracati. Lugar de rendeiras dos labirintos e meninos fabulosos autores e atores de teatro de mamulengo, os Calungas, lugar em cujas dunas, nas noites sem lua, dom Sebastião emerge das areias com suas bailarinas, cozinheiros, músicos, soldados, os tambores rufam e a terra se move, os moradores ouvem os cantos. Não deixa de ser o reino do Preste João, tem o rio seco, tem os desertos de aniagem, um Sétimo Império. Cumbe seria quilombo? Ali perto fora morto Jacó Rabbi? Tantas guerras antigas entre carnaubais, paus-de-coité, bosques de cajueiros, árvores rendadas de luz... Chegava-se ao Cumbe por uma estrada de piçarra, ladeada por casas singelas, austeras, umas feitas de palha, outras de barro em taipa, cobertas por folhas de carnaúba e quase todas com varanda e rede. As casas ficavam em terrenos amplos cer